número 11

maio de 2010






 
 
 
   
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Cipriano José Barata de Almeida (1762-1838), baiano de nascimento, é uma das mais notáveis figuras da vida social e política luso-brasileira de fins do século XVIII e primeiras décadas do século XIX. Seu nome aparece em diferentes fontes vinculadas à contestação da ordem do antigo regime desde que, em 1788, fora acusado de heresia em processo do Santo Ofício enquanto estudava Medicina em Coimbra. Mais tarde é acusado de inconfidente quando da abertura de devassa atinente ao movimento baiano de 1798. Anos depois, já na era do liberalismo político, foi eleito Deputado pela província da Bahia para a constituinte de Lisboa. Eleito para o mesmo cargo à Assembléia do Rio de Janeiro, em 1823, declina de tão honrosa função em favor de sua independência política. Neste mesmo ano fora encarcerado, permanecendo nesta condição ao longo de todo primeiro reinado. Paradoxalmente, retorna às masmorras já nos primeiros anos do período regencial, na fase de predominância liberal. A despeito de seu longo encarceramento, publicou periódicos e escreveu documentos e análises que influenciaram o nascente espaço público dos primeiros anos do império – aspecto que desafia nossa imaginação histórica. Assim, pois, Cipriano Barata viveu e atuou politicamente em eventos ocorridos desde fins da era colonial até o período das regências, passando pelos turbulentos anos da
BARATA, Cipriano. Sentinela da liberdade e outros escritos (1821-1835). Organização e edição de Marco Morel. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, 933p.
Luiz Geraldo Santos Silva
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